É NOSSO, SOMOS BICAMPEÕES
- 16 de mai.
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Numa batalha épica à melhor de cinco, o GDDA Alcoitão conquistou o título nacional de basquetebol em cadeira de rodas, fechando uma época sem precedentes no desporto português adaptado.
Havia um silêncio diferente no ar antes do apito inicial. O tipo de silêncio que só existe quando todos sabem que estão a assistir a algo que ficará para sempre. O pavilhão da Escola Secundária de Alvide, em Cascais, encheu-se de memórias ainda por fazer — e elas foram feitas, uma a uma, ponto a ponto, durante quarenta minutos que pareceram uma vida inteira.
O GDD Alcoitão é Bicampeão Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

Bicampeão! A palavra cabe mal na boca, porque é grande demais. Porque o que esta equipa construiu ao longo desta época extraordinária transcende qualquer troféu. Transcende qualquer estatística. Transcende o basquetebol.

A final foi digna de tudo o que a precedeu. A APD Braga — uma equipa extraordinária, que ao longo da época demonstrou um nível de jogo que elevou toda a competição — venceu dois jogos da série à melhor de cinco. Foram dois jogos que puseram à prova a alma do GDDA. Dois jogos que deram à série a tensão e a grandeza que um título nacional merece. Os bracarenses estiveram à altura de toda a grandeza que tinham demonstrado ao longo da temporada, e por isso este título sabe ainda melhor: foi ganho contra os melhores.
Mas o GDDA não veio aqui para perder. Não depois de uma época em que ganhou tudo. A Supertaça. A Taça de Portugal. O campeonato. A Eurocup4. Todas as competições em que entrou, o GDDA levou para casa. Uma época de sonho — a palavra é essa, sonho — que termina hoje com o segundo título nacional consecutivo e com um lugar inapagável na história do desporto português.
Foram precisos cinco jogos para decidir. Cinco capítulos de uma história que não poderia ter final mais justo. Cork esteve lá. Braga esteve lá. Alvide esteve lá. Cada deslocação, cada regresso, cada momento de dúvida superado — tudo fez parte desta narrativa épica de um clube que renasceu das suas cinzas e que hoje olha para o mundo de cima.
Caímos. Mas não vergamos. E foi esse espírito — essa recusa absoluta em desistir — que fez destes homens campeões.
Um obrigado que vem da alma

Este bicampeonato tem muitos autores. Tem os jogadores que suaram e sofreram em campo. Tem a equipa técnica que acreditou quando era difícil acreditar, que preparou cada jogo com uma dedicação que só os que estiveram perto conseguem imaginar. Tem a direção do clube que manteve o barco a navegar mesmo nas águas mais turbulentas. Tem as famílias e os amigos — os que esperaram em casa, os que viajaram para Cork, para Braga, para onde quer que o GDDA precisasse de apoio. E tem o público. Esse público que encheu Alvide e que transformou um pavilhão de escola numa catedral do desporto.
Sem todos vós, nada disto era possível. Nenhuma palavra chega para agradecer como se merece.
Um agradecimento especial à Câmara Municipal de Cascais, que sempre esteve ao lado do GDDA e sem cuja visão e apoio esta época extraordinária não teria sido possível. À empresa do Telmo Morais, à Fidelidade, à DraftIn e à JustSetting — o vosso investimento neste projeto foi investimento no desporto português, na inclusão, e na prova de que quando se acredita nas pessoas certas, os resultados aparecem. Aparecem em forma de troféus. Aparecem em forma de história.
Esta é a história de um clube que renasceu. Que olhou para o abismo e decidiu escalar. Que transformou adversidades em combustível, derrotas em lições, e cada lição num título. O GDDA Alcoitão é hoje o emblema de tudo o que o desporto adaptado português pode ser quando existe visão, compromisso e amor à camisola.
Descansem esta noite, campeões. Mereceram cada segundo desta alegria. E amanhã — porque há sempre um amanhã no GDDA — recomeçamos!

























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