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A FINAL DAS FINAIS — É AGORA OU NUNCA

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Há épocas que ficam para sempre. A época 2025/2026 do GDD Alcoitão é, sem qualquer dúvida, uma dessas temporadas — feita de suor, de entrega, de momentos que nenhum atleta, nenhum adepto, nenhum familiar nas bancadas alguma vez esquecerá. E agora chegámos ao momento para o qual tudo isto existiu. Um único jogo. Uma única oportunidade. Tudo ou nada.


Este sábado, dia 16 de Maio, às 16h15, no Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Alvide, disputa-se o Jogo 5 da Final da Liga BCR — o jogo mais importante do ano. Precisamos de todos.



Uma final épica, quatro jogos para a história


Esta é, sem margem para dúvida, uma das mais belas finais que o Basquetebol em Cadeira de Rodas português já viveu. Quatro encontros de cortar a respiração. Quatro guerras.


No Jogo 1, em Alvide, o GDDA entrou concentrado e dominante, impôs-se no primeiro quarto e fechou com uma vitória sofrida mas merecida por 61–58, num encontro intenso e disputado do princípio ao fim. Afonso Tavares foi monumental com 15 pontos e 10 ressaltos, André Gomes liderou com inteligência e visão. Parecia que o título estava a chegar.


Mas a APD Braga não veio a Alvide para passear. No Jogo 2, os bracarenses demonstraram o porquê de serem a equipa mais titulada em Portugal, com uma eficácia cirúrgica e uma gestão de jogo madura e experiente — e venceram por 67–64, empatando a série e avisando o país: esta final ia longa. Puseram fim a uma série histórica de 29 vitórias consecutivas do GDDA, com todo o mérito.


No Jogo 3, em Ferreiros, foi uma tarde dolorosa. Braga dominou em casa e venceu por 54–50, chegando a uma vantagem que parecia encaminhar o título para o Norte. Mas é nas vitórias que se vê o talento — e é na forma como se reage às derrotas que se vê verdadeiramente o carácter. E este grupo tem carácter de sobra.


No Jogo 4, o GDDA entrou no Pavilhão de Ferreiros com a faca nos dentes, o coração no peito e uma certeza inabalável — e respondeu como campeões respondem. Num encontro de 12 alternâncias no marcador e 7 empates ao longo dos 40 minutos, André Gomes foi simplesmente imparável: 15 pontos, 11 ressaltos e 4 assistências, com a melhor valorização do jogo. Uma exibição de MVP, uma atuação que vale uma final. Resultado: 56–49 para o GDDA. A série estava empatada. A decisão voltava para casa.


Quando se somam os pontos dos quatro encontros desta final, a verdade impressiona: GDDA 231 pontos — APD Braga 228 pontos. Apenas três pontos separam as duas melhores equipas do país depois de 160 minutos de basquetebol de altíssima qualidade. Não há favoritismo. Há dois gigantes empatados, separados por um único jogo. E esse jogo é este sábado. É em Alvide. É em casa.



Este momento não volta


Não há amanhã. Não há segunda oportunidade. Não há mais jogos depois deste. É o agora ou nunca — e os nossos guerreiros vão lá estar, como sempre estiveram, com a camisola colada à pele e o coração maior do que tudo.


Desde 1990 que o GDD Alcoitão, como agora é, existe para provar que o desporto adaptado tem lugar nos maiores palcos. Que estes atletas merecem atenção, admiração e reconhecimento iguais a qualquer outro. Que a inclusão não é uma palavra — é uma prática diária, vivida dentro e fora de um pavilhão.


Hoje, eles precisam de nós. Cada grito de incentivo vale um ponto. Cada aplauso vale uma defesa. Cada pessoa presente vale um ataque vencido.


Venham com as vossas famílias. Venham com os vossos amigos. Venham com a vossa voz e a vossa paixão. Façam de Alvide um caldeirão. Façam sentir aos nossos atletas que não estão sozinhos — que esta família, esta comunidade, este clube acredita neles até ao último segundo.


O Bicampeonato está a um jogo de distância!


16 de Maio. 16h15. Pavilhão E.B.S. de Alvide. Todos a Alvide. Juntos, somos Bicampeões!

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