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CAÍMOS. MAS NÃO VERGAMOS. BRAGA, AÍ VAMOS NÓS

  • 3 de mai.
  • 3 min de leitura

O Pavilhão Desportivo da Escola Secundária de Alvide foi, esta tarde, o palco de um duelo que ficará gravado na memória de todos os que o viveram. Aproximadamente 50 espectadores que valeram por mil. Um jogo que mereceu um estádio. Um segundo jogo da final que honrou o Basquetebol em Cadeira de Rodas português.



Parabéns APD Braga


Durante quarenta minutos intensos, os dois melhores clubes do país mediram forças com uma entrega que ultrapassou o desporto. O primeiro quarto foi um aviso: a APD Braga entrou concentrada, construiu uma vantagem de cinco pontos e não a desperdiçou. O GDD Alcoitão respondeu, equilibrou, lutou quarto a quarto — e no derradeiro período, foi mesmo a equipa mais pontuadora, com 24 pontos contra 21. Mas o jogo já estava demasiado desequilibrado para ser recuperado. Três pontos. Uma eternidade. Uma agonia.


A APD Braga foi, hoje, irrepreensível. Com uma eficácia cirúrgica no pintado — 52 pontos sob o cesto — e uma gestão de jogo madura e experiente, os bracarenses demonstraram o porquê de serem a equipa mais titulada em Portugal no BCR. Puseram fim a uma série histórica de 29 vitórias consecutivas do GDDA, e fizeram-no com todo o mérito. No centro desta exibição esteve Márcio Dias — o número 4 de Braga foi simplesmente imbatível: 24 pontos, 10 ressaltos, 6 assistências e uma valorização de 35.5. Um jogador de classe superior, que hoje decidiu a final com a frieza de quem já viu tudo. Parabéns, Márcio. Parabéns, APD Braga.



Aos nosso jogadores


Do lado do Alcoitão, Afonso Tavares foi monumental. 26 pontos, 16 ressaltos, uma presença constante e inabalável que mostrou, mais uma vez, porque é um dos maiores desta modalidade em Portugal. Ângelo Pereira somou 18 pontos e 7 ressaltos numa exibição de luta e determinação. Pedro André Gomes foi o maestro silencioso, com 8 assistências a organizar o jogo verde. Estes números contam uma história — mas não a história toda.



Porque é nas vitórias que se vê o talento. Mas é na forma como se reage às derrotas que se vê verdadeiramente o carácter. E este grupo tem carácter de sobra. Estes atletas não são apenas jogadores extraordinários — são pessoas extraordinárias. São homens e rapazes que, dia após dia, abdicam, sacrificam, entregam-se a uma causa maior do que eles próprios. A série de 29 vitórias não nasceu do acaso — nasceu de treinos invisíveis, de dores silenciadas, de uma mentalidade forjada a ferro e fogo. Hoje perderam um jogo. Não perderam mais do que isso. E todos nós sabemos que, se há alguém capaz de voltar mais forte, de olhar para a adversidade nos olhos e responder com grandeza, são eles. Porque esse é o ADN do GDDA.


O foco está inabalável. A determinação não tremeu. E a missão está clara: no próximo fim de semana, vamos a Braga. Vamos ao Pavilhão de Ferreiros. E vamos lá mostrar, diante de casa deles, que este Alcoitão não dobra — resiste, levanta e conquista. O título da Liga Portuguesa de BCR pelo segundo ano consecutivo é o objetivo, e nada — absolutamente nada — vai mudar isso.



💚 Uma palavra que não podia ficar por dizer


A todos os que estiveram hoje nas bancadas — obrigado. Obrigado por cada grito, cada palma, cada momento em que a vossa voz elevou os nossos jogadores quando o jogo pesava. Estiveram incansáveis. Foram o sexto jogador em campo, e sentiram-se. Num pavilhão, num desporto, numa modalidade que merecia muito mais visibilidade, vocês são a prova de que esta família é real, é forte e é inabalável. Até Braga — e além.



💚 A todas as mães: Feliz Dia da Mãe


Hoje não trouxemos a vitória que tanto queríamos oferecer-vos. Essa dor é nossa também. Mas a promessa fica: faremos tudo para que a próxima celebração seja ainda mais especial e mais emotiva. A todas as mães dos nossos atletas e das famílias do BCR — obrigado por partilharem os vossos filhos e os vossos corações connosco. Sem vocês, nada disto existia. Feliz Dia da Mãe. 🌷



O caminho continua. E juntos, chegamos lá.


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